Augusto Cesar

- Tenho MBA em Cerimonial e Protocolo em Eventos Institucionais; - Sou Chefe do Cerimonial da UFRA e da UEPA; - Sou professor da UEPA nas disciplinas Etiqueta e Planejamento, Organização e Execução de Cerimonial de Eventos; - Sou professor do IFPA-Bragança nas disciplinas Layout de Eventos, Etiqueta, Cerimonial e Protocolo, Captação e Patrocínio em Eventos; - Sou professor da ESAMAZ nas disciplinas Planejamento de Eventos I e II para o curso de Turismo; - Trabalhei no planejamento, organização, coordenação e execução das solenidades de transmissão de cargo dos governadores Almir Gabriel e Simão Jatene. - Trabalhei nas gestões dos governadores Almir Gabriel e Simão Jatene, no planejamento, organização, coordenação e execução das visitas dos presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e do Primeiro-Ministro de Portugal a época Mário Soares à quando de suas visitas protocolares ao Estado do Pará; - Trabalhei no planejamento, organização, coordenação e execução das solenidades de outorga da Medalha da “Ordem do Mérito Grão Pará”, na gestão do governador Almir Gabriel. - Treinei e implantei o cerimonial das prefeituras municipais de Canaã dos Carajás e Santarém, além de treinar e reciclar a equipe do cerimonial da Prefeitura Municipal de Belém; - Participei no planejamento, organização, coordenação e execução da inauguração dos principais logradouros da cidade e do seu entorno como as pontes que compõem a Alça Viária iniciando pela “Fernando Henrique Cardoso” e inauguração da 13ª turbina da Usina de Tucurui (as duas com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso), Inauguração da Orla do Maçarico (Salinas), Instituto de Segurança Pública do Estado (IESP) em Marituba, Obras da Macro-drenagem da Bacia do Una, Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), Estação das Docas, Parque da Residência, Instituto de Gemas São José Liberto, Terminal de Passageiros do Aeroporto Internacional de Belém, Complexo Feliz Luzitânia (Igreja de Santo Alexandre, Forte do Castelo e Casa das Onze Janelas), enquanto Chefe, Subchefe e Mestre de Cerimônias do Cerimonial da Governadoria do Estado nas gestões dos governadores Almir Gabriel e Simão Jatene. - Coordenei o cerimonial do “Jogo das Estrelas” com os Amigos do Ronaldinho Gaúcho, realizado em Belém em 2008, no Estádio Olímpico do Pará, com a presença de 35 mil pessoas; - Sou orientador de TCC e de artigos científicos do curso de MBA em Cerimonial, Protocolo e Eventos Institucionais.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A ORIGEM DO BAILE DE DEBUTANTES



O baile de debutantes surgiu em reinos europeus, sobretudo nos locais que hoje conhecemos como França, Inglaterra, Alemanha e Áustria. As famílias nobres realizavam um grande baile para a sociedade da época, tendo como objetivo principal mostrar que sua filha estava se tornando uma mulher.

A própria origem da palavra francesa DEBUT significa "estréia", "início". Na realidade, a função do baile também era atrair possíveis pretendentes para a moça. Desta forma, mostrar que ela já não era mais criança significava dizer aos homens que ela estava pronta para ser uma boa esposa e mãe. Para aquele estilo de sociedade, o importante não era o romantismo, e sim a aliança entre famílias nobres.

As danças executadas em cada lugar onde a debutante era apresentada variavam de acordo com os costumes locais. Contudo, será a valsa que se tornará uma espécie de dança oficial desses eventos sociais. A origem da valsa provoca inúmeras discussões entre estudiosos. Há os que juram de pé junto que a valsa surgiu na Itália do século XVI, mas a ideia mais aceita é que a dança tenha surgido entre os séculos XII e XIII, como uma evolução de danças camponesas austríacas e alemãs.

Essa tradição nobre de apresentar a filha para a sociedade se manteve com as famílias burguesas após a Revolução Francesa de 1789, e chegou com toda a força aos países colonizados, como Estados Unidos e Brasil. Aqui, a festa se tornou extremamente popular na década de 50 do século XX.

A festa tem ritual próprio, um é, à meia noite, a debutante colocar um vestido de gala, que simboliza a passagem de menina para mulher. Ao apagar a vela, a debutante comemora o fim de uma etapa de sua vida.

E quem diria que uma festa para arranjar um bom partido para as moças se tornaria uma comemoração tão emocionante e divertida como as atuais festas de debutantes...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O DESAFIO DE SER SIMPESMENTE ELEGANTE


Jamais confunda elegância com frescura. Não confunda elegância com superficialidade. Não confunda elegância com  falsidade. Nunca confunda elegância com ausência de firmeza ou de assertividade.

Elegância vem da palavra latina "eligere", que significa "escolher", "ser escolhido", "ser eleito". Portanto, uma pessoa elegante é aquela que - por seu comportamento adequado à realidade, por ser polida, respeitosa, amigável - será sempre "escolhida" dentre as demais. Ninguém escolherá uma pessoa rude, grosseira, grotesca, tosca, mal-educada. Por isso, as pessoas elegantes são as escolhidas.

Uma pessoa elegante é uma pessoa educada, que sabe se comportar em público, que não fala o que não deve, que não se envolve em fofocas, que sabe se comportar ao comer, que se veste com sobriedade, que não fala alto demais, que devolve o que empresta, que não invade o espaço alheio, que sabe ouvir com atenção e respeito, que sabe dizer "com licença", "por favor", "obrigado, "me desculpe" - palavras mágicas em um comportamente elegante e que parecem ter sido abolidas do vocabulário empresarial.

Até mesmo pessoas que ocupam cargos mais simples em uma organização devem cuidar da elegância em seu sentido correto. Vemos pessoas que se vestem mal, de maneira inadequada, mulheres com decotes ousados demais e roupas excessivamente justas e impróprias ao ambiente de trabalho. É preciso ter elegância ao escolher o que se vestir e como se maquiar. Da mesma forma, vemos homens mal vestidos, com roupas que seriam mais apropriadas a um final de semana, usando chinelos, camisetas, camisas sujas, etc. Não há necessidade de se usar roupas caras, de grife, sofisticadas. É só usar o bom senso no modo de vestir, adequado ao ambiente profissional.

A elegância é necessária porque nós passamos as oito melhores horas de cada dia e os 35 melhores anos de nossas vida no trabalho. Um ambiente elegante dignifica a vida, pois ser elegante é ser civilizado. E a falta de civilidade tem levado empresas até ao prejuízo, pois ambientes ruins não atraem pessoas de talento. Ninguém quer trabalhar em lugares rudes, onde a falta de educação e a ausência de polidez são o padrão. E lembre-se que pessoas elegantes são pessoas simples, humildes, especiais e, por isso, são eleitas entre as demais.

Seja simplesmente ELEGANTE!

sábado, 23 de julho de 2011

UMA QUESTÃO DE PRECEDÊNCIA: REPRESENTAÇÃO EM CERIMÔNIAS PÚBLICAS


Esse artigo eu apresentei durante o Curso de MBA como requisito de avaliação para obtenção do Título de Especialista em Cerimonial, Protocolos e Eventos Institucionais. Ele serve como material de pesquisa e fundamentação para trabalhos científicos. Adaptei o mesmo para apresentação neste blog, suprimindo as referências bibliográficas.

INTRODUÇÃO
A ordem de precedência está presente tanto em situações formais, como no caso do protocolo, como nas não formais, como por exemplo, nos eventos sociais, corporativos, técnico-científicos, no trabalho e no dia-a-dia das pessoas. Observa-se que a hierarquia da etiqueta e do cerimonial funciona como instrumento de poder. Tanto isto é verdade que, juntamente com o protocolo, forma a mais importante ferramenta de trabalho da diplomacia.
O protocolo é um conjunto de leis que regem o cerimonial público, entretanto não se deve tomá-lo ao pé da letra, pois como está contido na própria lei, quando houver situações conflitantes, é o chefe do cerimonial que determinará a atitude mais correta a ser tomada, conforme prevê o Ministério das Relações Exteriores. Assim, além do preconizar a obediência, o cerimonial juntamente com a precedência são referências de poder. Se alguém está em um nível hierárquico elevado significa que ele tem poder e proeminência sobre outras autoridades.
De modo geral, as precedências devem ser respeitadas, quando se trata de eventos oficiais ou empresariais. Nestes, ao contrário do que acontece em eventos sociais, em que as mulheres precedem os homens e os mais velhos precedem os mais novos, a precedência é sempre de quem tem mais poder, quem é mais importante, independentemente da idade ou do sexo. É por este motivo que a regra de cortesia que preconizava que as mulheres não deviam ocupar os lugares nas extremidades das mesas deixou de se aplicar. Se elas forem menos importantes do que os homens que nessa mesa também se devem sentar, não têm outro remédio senão ocupar os lugares menos nobres.
Uma forma de se comprovar tal fato é quando da composição de mesa oficial, em que se porventura ocorrerem erros na disposição das autoridades ou na ordem dos discursos, com certeza trará problemas para o anfitrião do evento. O fato se agrava quando uma ou várias instituições públicas estão representadas por alguém de escalão inferior. De uma perspectiva protocolar, esse tipo de falha é imperdoável e situações como essas não podem acontecer.
A representação de uma instituição em um evento tanto pode ser benéfica – ela marca e registra sua presença - quanto trazer desprestígio para quem promove o mesmo, pois neste caso, se o representante não estiver à altura do representado, pode dar a entender que não valoriza sua participação no evento.
PRECEDÊNCIA
A observância do protocolo no qual está inserida de forma marcante a precedência, é o cerne do cerimonial. O pesquisador francês Pierre Lascoumes, interessado em regras jurídicas e em costumes ligados a sua aplicação, refere-se ao protocolo como trânsito do poder. Sem o protocolo, todas as recepções oficiais e ocasiões de encontro entre destacadas personalidades políticas, culturais e econômicas – que são ou acreditam ser – seriam ocasiões de disputas incessantes”, escreve Lascoumes.
Precedência significa preeminência ou antecedência em uma ordem determinada. Relaciona-se com o conceito de presidir, predominar, de ocupar o primeiro posto (lugar de destaque) em um grupo de pessoas. É identificar, reconhecer a primazia de uma hierarquia sobre outra hierarquia. Desde a antiguidade e em diversas partes do mundo, tem sido objeto de estudos, decretos que versam sobre as normas e praxes, cuja falta de acatamento tem provocado desavenças e gafes, gerando constrangimento entre as partes envolvidas.
A inobservância das normas de precedência faz com que a gafe protocolar ocupe mais espaço e maior incidência nos veículos de comunicação do que do que os próprios eventos de onde elas se originam. Outra questão é que nem sempre o protocolo é seguido à risca. Quando isto acontece, ocorre a “quebra de protocolo. Um exemplo muito comum, é quando uma autoridade vem representando outra que possui uma importância maior e não compreende que pela ordem de precedência, não ocuparia o mesmo lugar da pessoa que está representando.
Algumas vezes tornam-se situações delicadas e constrangedoras, pois o representante pode não aceitar o lugar que lhe é de direito e querer exigir o lugar da pessoa a que vem representando (sua precedência é aquela que ele próprio tem direito e não a de quem está representando). Nesse momento, o Chefe do Cerimonial ou o cerimonialista, com sua experiência e conhecimento de protocolo, deverá ser direto e explicar que o lugar é aquele, pois a pessoa não pode passar por cima de pessoas de maior influência, que estão ali presentes. A exceção é quando os representantes são membros do poder que representam, ou seja, um parlamentar representando um parlamentar, um desembargador representando um desembargador.
REPRESENTAÇÃO EM EVENTOS PÚBLICOS
Segundo Targino, representação é o ato através do qual o convidado concede a alguém o papel de exercer as atribuições e as funções de seu cargo em determinada solenidade.
Os gestores das instituições públicas recebem inúmeros convites todos os dias e tem que decidir de acordo com a importância política e comercial dos mesmos, qual ou quais aqueles que irá prestigiar e para os outros eventos, elege um representante do seu staff para representar a sua instituição. E é ai que poderão ocorrer os problemas tanto para instituição que se faz representar como para o cerimonialista que terá que montar uma mesa oficial e fazer o registro destas instituições.
Para cada tipo de evento, dependendo do foco do mesmo, existem instituições que tem maior ou menor importância para o promotor do mesmo. Esta importância é verificada primeiramente na mesa de identificação de autoridades localizada na entrada do auditório pelo cerimonialista assessorado por uma pessoa da instituição organizadora. Em seguida, se ela tiver ligação direta com a temática, ou for uma alta autoridade dos poderes executivo, legislativo ou judiciário representadas pelos seus titulares, terá seu registro assegurado e possivelmente lugar à mesa. Se não, será feito somente seu registro de presença.
Para que se defina o lugar de uma autoridade na mesa oficial e qual a ordem de registro de sua presença, o cerimonialista tem que ter profundo conhecimento da ordem de precedência instituída através do Decreto Lei 70274, de 9 de março de 1972, que rege as Normas de Cerimonial Público e Ordem Geral de Precedência. Se for o titular de uma instituição que se faz presente, é fácil determinar sua colocação à mesa e no registro de autoridades, mas se o mesmo manda um representante e se este representante não é membro daquele poder ou pertence a um escalão muito inferior na hierarquia da instituição, o problema está criado.
Quando chega ao evento, o representante de um poder constituído “exige” ter o mesmo lugar do representado à mesa oficial e as mesmas prerrogativas deste. Neste caso, a situação criada por este representante, vai de encontro o que está estabelecido no Decreto Lei 70274, de 9 de março de 1972 (art. 18), diz que o representante do Presidente da República e por paridade dos poderes, o Governador do Estado também, quando representado em solenidades, terá assento à direita da autoridade que a presidir.
No mesmo artigo, parágrafos 1º e 2º, observa-se que os representantes dos poderes Legislativo e Judiciário só terão a colocação que compete aos respectivos presidentes se membros forem destes poderes. Caso contrário, terão a precedência do respectivo cargo.
Com este problema em mãos, o cerimonialista pode tomar as seguintes atitudes: se submeter à pressão do representante e colocá-lo no lugar que este acha que é seu; comunicar que sua precedência é outra ou simplesmente deixar o mesmo fora da mesa oficial mantendo o registro de sua presença representando sua instituição. Qualquer uma destas atitudes tem conseqüências tanto para a instituição convidada como para a empresa/instituição que promove o evento e o presidente do mesmo tem que ser comunicado do fato, pois é ele que terá que responder pela decisão tomada, com sua anuência, pelo cerimonialista.
ESCOLHENDO O REPRESENTANTE
Nas instituições que tem cerimonial constituído, uma de suas atribuições é alertar os dirigentes sobre assuntos os mais variados, desde sugerir designação de representantes, ordenamento de pauta, simplificação de agenda, até a obediência e o respeito a princípios constitucionais. Na escolha de representantes, a preferência deve recair em quem possua conhecimento sobre o tema objeto do evento a se realizar e tenha alta hierarquia nesta instituição. De qualquer forma não deve ser indicado para o cargo de representante, um funcionário do terceiro escalão (ou inferior) porque com certeza provocará uma situação desagradável ao cerimonialista ou chefe do cerimonial se a instituição que representa tiver assento à mesa oficial.
Uma situação que ilustra este ponto é o que aconteceu a quando da inauguração da Faculdade Metropolitana da Amazônia - FAMAZ, em Belém do Pará. Uma assessora de gabinete compareceu representando o vice-governador do Estado com cartão de representação em mãos. Chegando ao local, a mesma foi apresentada a um Senador, presidente da Mantenedora e a um Deputado Federal também membro da mantenedora. Observamos que a mesma não estava se sentindo bem na companhia dos mesmos, pois não participava da conversa.
Por várias vezes procurou-se incorporá-la ao rol das autoridades presentes e em todas a mesma se afastou. Quando soube que faria parte da mesa oficial, declinou do convite e preferiu ficar na platéia. Terminada a cerimônia, despediu-se e foi embora sem ficar para o coquetel.
Analisando o caso, verificamos que a representação feita pelo gabinete do vice-governador foi sem qualquer critério o que levou a duas situações: primeiro uma falta de respeito para com quem convidou mandando um representante aquém do representado. Segundo para o representado, pois seu representante não soube valorizar e nem bem representar a instituição onde trabalha e a segunda pessoa na hierarquia do poder executivo. Seria mais produtivo ter enviado um telegrama congratulando pelo sucesso do evento.
Em toda cerimônia pública em que tenha que ser seguido o protocolo previsto, observa-se algumas situações singulares que podem comprometer o sucesso do evento e colocar em uma saia justa os anfitriões do evento e isso começa lá atrás quando o mesmo foi planejado.
Quando uma instituição, por exemplo, o Poder Legislativo ou o Judiciário, recebe o convite para participar de um evento e a mesma não pode comparecer, seu gestor verifica alguém para representá-lo sem questionar se cabe ou não a representação e pior, sem avaliar a hierarquia daquele que o irá representar. Primeiro ele vê o foco do evento (quando vê). Se estiver relacionado à área médica, ele manda o médico responsável pelo setor; se a área jurídica manda o advogado. Pode ainda acontecer que a escolha do representante fique a cargo de um assessor que verificará quem está disponível e aceita representar a instituição.
Situação como esta fere frontalmente o Decreto Lei 70274, de 9 de março de 1972 (Art. 18, parágrafo 1º) que diz “Do mesmo modo, os representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário, quando membros dos referidos Poderes, terão a colocação que compete aos respectivos Presidentes”, e causam uma situação singular: o representante (médico), mesmo não sendo membro do poder que representa, “exigirá” o status (precedência) que a Casa tem, passando na frente, por exemplo, do presidente do Tribunal de Justiça do Estado na composição da mesa. O cerimonialista ou Chefe do Cerimonial deverá informar este representante o que preconiza o Decreto a respeito desta representação e que será registrada sua presença. O anfitrião deverá ser cientificado da situação e do porque o “representante” da Assembléia Legislativa não fazer parte da mesa oficial.
Ainda sobre representação do Legislativo, pode acontecer que apareça mais de um parlamentar dizendo que representa a Casa. O cerimonialista deve primeiro verificar se algum dos mesmos apresenta cartão de representação emitido pelo setor competente da instituição. Caso não haja, verificar junto ao anfitrião o parlamentar que tem mais ligações políticas com a instituição organizadora do evento. Definido este, o responsável pelo cerimonial deve cientificar os demais que o escolhido para fazer parte da mesa foi definido pelo anfitrião do evento.
Mas pode acontecer também que os parlamentares tenham a mesma importância para o anfitrião e para o evento. Neste caso, desde que o profissional tenha segurança na sua decisão política, pode reunir os representantes e pedir que os mesmos decidam quem irá representar a Casa na mesa oficial. É uma forma democrática de decisão de a representação ser feita pelos próprios envolvidos, livrando da responsabilidade tanto o anfitrião como o cerimonialista dos possíveis descontentamentos que por ventura ocorram dos não escolhidos.
Vamos analisar a seguinte situação focando somente em duas instituições públicas: o Exército Brasileiro e o Ministério da Defesa.
Em um evento realizado na Federação das Indústrias do Estado do Pará em que o tema principal era a Amazônia, estava presente um General-de-Brigada com cartão de representação expedido pelo Ministro da Defesa. Momento antes do início da cerimônia chega o Comandante Militar da Amazônia, um General-de-Exército com precedência militar sobre o General-de-Brigada (na hierarquia do generalato do Exército Brasileiro, o primeiro cargo é General-de-Brigada vindo depois General-de-Divisão finalizando com General-de-Exército) e chefe deste. Estava criado o impasse para o organizador do evento.
De um lado o cerimonialista tem um General-de-Brigada credenciado a representar o Ministro da Defesa que tem sob seu comando as três forças militares e, por conseguinte, tem precedência sobre as demais patentes. De outro, um General-de-Exército que exerce também a função de Comandante Militar da Amazônia que tem precedência sobre o General-de-Brigada, mas não sobre o Ministro da Defesa.
No momento que o segundo chegou no auditório, notou-se o desconforto do representante do Ministro da Defesa na presença do Comandante Militar da Amazônia, tendo inclusive apresentado continências a este. O cerimonialista, ciente do imbróglio e para ajudar o primeiro General, apresentou o cartão de representação ao Comandante dizendo que neste caso, pela patente o mesmo teria precedência sobre o representante do Ministro, mas este apresentou um cartão de representação. O Comandante pôs um ponto final na situação permitindo que seu subalterno representasse o Ministro e, por conseguinte, lhe tirasse a precedência. Só cede a precedência quem tem a mesma nas mãos. Cerimonial é atividade meio, não atividade fim.
Seguindo exclusivamente o protocolo, sem levar em consideração as nuances da situação, um cerimonialista menos experiente poderia simplesmente seguir a precedência e colocar o representante do Ministro à frente do Comandante Militar da Amazônia, o que poderia levar este a requisitar sua precedência junto ao anfitrião (ou junto ao profissional) ou simplesmente não aceitar a situação e retirar-se do ambiente. No meio militar a hierarquia é seguida rigorosamente, independente do evento e do lugar.
Nas cerimônias do poder executivo acontece a mesma situação, mas é mais fácil resolver porque simplesmente deve-se seguir a hierarquia do cargo e não a do cartão de representação. Vejamos um caso que ilustra esta situação:
Em um determinado evento temos representando o governador do Estado um Secretário Adjunto com cartão de representação emitido pelo gabinete do governador. Antes de começar a cerimônia, chega ao ambiente o titular da pasta. Neste caso o organizador do evento cientificou imediatamente ao representante credenciado que seu superior chegou e caberia a ele representar o governador. Resolvido o problema.
Uma variante pode acontecer se o titular não for ficar até o final da cerimônia. Neste caso este comunica ao seu adjunto que o mesmo deve permanecer no evento representando o governador do Estado e falar na precedência que lhe é devida, ou seja, em penúltimo lugar, a não ser que o anfitrião do evento decline de sua precedência e ceda ao mesmo.
Mas caso o titular da pasta ocorrera no meio da cerimônia e com a mesa já composta, a pedido do anfitrião do evento este pode ser convidado a fazer parte da mesa reservando-lhe uma cadeira no final desta. Pode acontecer que seu Ajunto, por questão de hierarquia e respeito, lhe ceda o lugar de honra que compete ao representante do governador, mas em hipótese alguma o primeiro deve voltar para a platéia (seria descortês). Continua fazendo parte da mesa oficial agora sentado na cadeira que foi reservada ao seu superior.
As instituições públicas, de modo geral, avaliam seus representantes de acordo com o evento. Se o governador do Estado se fará presente, envidam todos os esforços para que o titular compareça, se não, avaliam o assunto em questão e credenciam um representante que entenda do mesmo desconhecendo que o art. 18 do Decreto 70274, parágrafo 2º, pela paridade entre as instituições, diz que nenhum convidado poderá fazer-se representar nas cerimônias a que comparecer o governador do Estado.
Em um evento ligado ao setor turístico, com a governadora do Estado presente, o prefeito está sendo representado pelo presidente da Fundação de Turismo do município, ou seja, um assessor do terceiro escalão. Na mesma cerimônia encontra-se presente o Procurador Geral de Justiça do Estado que não tem precedência estabelecida no Decreto 70.274, mas, por questões políticas, estabelecemos ao mesmo precedência depois do prefeito da capital do Estado. Importante observar que a Procuradoria Geral de Justiça não deveria ter precedência sobre os demais Tribunais em razão da época de sua criação.
Olhando por este prisma, temos na mesa oficial um representante do terceiro escalão passando à frente de um titular de outra instituição pública e neste caso o cerimonialista pode amparar-se no Decreto Lei 70274, de 9 de Março de 1972 que diz:
Art. 16. Nos casos omissos, o Chefe do Cerimonial, quando solicitado, prestará esclarecimentos de natureza protocolar bem como determinará a colocação de autoridades e personalidades que não constem da Ordem Geral de Precedência.
O bom senso manda que o Procurador Geral de Justiça seja colocado à frente do representante do prefeito da capital, ou melhor, que este representante não faça parte da mesa oficial e seja somente registrada sua presença ao evento. Tal atitude de ser avaliada junto ao anfitrião do evento, pois é este, e não o cerimonialista, que deverá responder se for questionado sobre a atitude tomada. Deverá ser levada em conta além da precedência protocolar, a “precedência política”, pois em eventos do executivo, é esta que mantém sua base de apoio nas Casas Legislativas e em outras instituições públicas além das boas relações com as mesmas.
Santos ressalta que em eventos promovidos e realizados pela EMBRAPA com a presença de autoridades do primeiro escalão, não é permitido pessoas de escalão inferior a essa autoridade se fazerem representar. Assim, estando presente o Diretor-Presidente da Embrapa não é permitida a representação. Entretanto, a recíproca não é verdadeira, podendo o maior escalão se fazer representar quando necessário. Neste caso o representante terá o lugar de quem representar caso tenha status equivalente ao representado – exemplo: ministros de Estado representam o presidente da República; secretários de Estado representam o governador.
Dependendo do evento e do status do representante, este não compõe a mesa de hora ou diretora, nem faz uso da palavra. Exemplo: representação feita por assessor ou assistente não é representação direta.
Outra situação recorrente em eventos públicos no que se refere à representação é na concessão de medalhas e/ou honrarias. Na entrega de diplomas e medalhas a representantes, não se deve permitir o uso de colar, corrente e cordão, roseta, distintivo e emblema de lapela pelo mesmo. Também não se admite a abertura e apresentação de diplomas, medalhas, placas e troféus em público. Nada impede que os representantes recebam, em nome dos homenageados, diplomas, medalhas e outras comendas em seus respectivos recipientes (canudos, estojos ou caixas). Mas esses recipientes devem permanecer como estão, ou seja, fechados e enlaçados, para serem repassados, posteriormente, aos seus legítimos donos.
ONDE NÃO CABE REPRESENTAÇÃO
Existem dois tipos de evento onde não cabe representação tendo em vista a natureza dos mesmos. O primeiro é em jantares e almoços (Decreto Lei 70274, de 9 de Março de 1972, art. 17). O motivo é que o anfitrião quer a presença do titular da instituição para com ele desfrutar daquele momento de confraternização e não com seu representante.
A outra situação é quando o evento tem a presença confirmada do presidente da República ou do governador do Estado (art. 18, parágrafo 2º do Decreto 70.274). Se estas autoridades máximas do País e do Estado estão presentes prestigiando o evento, é de se querer que os titulares das instituições convidadas também estejam.

CONCLUSÃO
É fato que os gestores das instituições públicas não podem comparecer e prestigiar todos os eventos para que sejam convidados. Nestes casos, o ato de representar mantém as mesmas em evidência junto aos anfitriões, agrega valor e confere prestígio aos eventos ao mesmo tempo em que cumpre o papel de informar à sociedade sobre seus projetos e serviços que desenvolve. Isto exige um cuidado minucioso por parte do gestor da mesma para que seu representante esteja a sua altura.
O mercado de eventos está bem aquecido o que faz com que seus promotores envidem todos os esforços para terem as maiores autoridades e personalidades prestigiando os mesmos. Como isso não é possível, o ato de representar virou rotina, mesmo estando presente o Presidente da República ou o Governador do Estado.
No mundo dos eventos públicos e no que diz respeito à representação, o cerimonialista deve ter total conhecimento do Decreto Lei 70.274, que rege as Normas do Cerimonial Público sem esquecer-se de pesquisar os instrumentos constituídos das demais instituições dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Outro ponto a observar é sua experiência neste tipo de eventos. Além de seguir os Decretos supracitados, não deve deixar de considerar o momento político do evento, as autoridades envolvidas, o tema e o local onde se realiza a cerimônia e a importância da instituição que está sendo representada para a promotora do evento.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CAFÉ EXPRESSO OU ESPRESSO?


O café expresso (espresso) foi criado e desenvolvido na Itália desde o início do século XX, mas desde a década de 1940 era preparada sob pressão de vapor. Sua invenção é atribuída ao milandês Luigi Bezzera em 1901, mas o termo ESPRESSO surgiu por volta de 1946 com a comercialização das máquinas do inventor Achille Gaggia e a popularização deste processo de extração de café.

"EXPRESSO" ou "ESPRESSO"? Embora comumente encontrada em diversos textos e panfletos promocionais, a palavra "ESPRESSO" grafada com "s" não existe na língua portuguesa - ela nada mais é que o italiano para "EXPRESSO". A palavra "EXPRESSO", por sua vez, é originária do latim expressus, particípio passado de exprimere, que significa entre outras coisas "apertar com força, comprimir, espremer, tirar de, arrancar". Em português, esse verbo latino originou exprimir, espremer e, por extensão de sua forma nominal, expressar.

Pedir um café na Itália (un caffe), assim como em vários países da Europa, é entedido como pedir um ESPRESSO.

Em Portugal, quando se pede um café é servido como um café espresso, termo que não é usado corretamente. Em Lisboa, o termo tradicional para designar o espresso é BICA, um acrônimo que significa "Beber Isto Com Açúcar".

Mas expresso legítimo, por enquanto, só na Itália e em alguns pouquíssimos lugares no Brasil. É fantástico fazer o teste do açúcar, que só afunda depois de empurrado com a colher. 

Já passou da hora de termos o sagrado direito de saborear um legítimo expresso em qualquer lugar em que haja uma máquina italiana. Poderemos então escolher entre nossa grafia "expresso" ou a italiana "espresso", que - por que não? - poderia ser adotada como palavra universal, tão universal quanto "pizza". Mas, antes de adquirirmos o direito de grafar "espresso", precisamos aprender a fazê-lo e, sobretudo, a tomá-lo.

Bom café.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

BRINDAR É SINÔNIMO DE COMPARTILHAR



O brinde está presente em todo tipo de reunião. Segundo os historiadores, o ritual teria sido iniciado pelos gregos, festeiros históricos, pelos idos do século VII a.C. Para eles, brindar era a maneira que o anfitrião tinha para provar a seus convidados que a bebida não estava envenenada. Por isso, fazia parte do rito o convidado beber no mesmo cálice que o anfitrião.

Na Idade Média era adotado quase o mesmo procedimento: quando dois grupos guerreiros rivais negociavam a paz, selavam o acordo bebendo juntos. Mas ainda com poucos laços de confiança, ambos os grupos batiam violentamente seus copos para que todos os líquidos se misturassem. Assim, se alguma bebida estivesse envenenada, todos morreriam. Tempos depois o costume se derivou. Quando, já sabidamente, as pessoas unidas pelo brinde eram convivas, beber no mesmo cálice do anfitrião significava atestar a qualidade da bebida oferecida. Uma vez provada e aprovada, todos batiam os copos ou taças em sinal de alegria e de confiança.

Outra curiosidade remete ao tempo dos vikings. Pesquisadores dizem que eles desenvolveram a prática de beber em crânios dos inimigos derrotados, transformados em tigelas. Os brindes eram feitos, literalmente, batendo cabeças.

COM ALEGRIA E BEBIDA

O ato de brindar se espalhou mundo afora e hoje está presente em praticamente todas as culturas. Cada país tem, em geral, sua expressão e sua bebida preferida para este momento. E quase que invariavelmente, o brinde vem precedido de um discurso. As palavras de quem o profere podem tornar o brinde inesquecível, como também trágico.

Os brindes podem ganhar mais notoriedade em eventos formais, porém, eles acontecem a toda hora, cotidianamente. Todos já devem ter presenciado a cena de uma mesa de amigos brindando a um motivo qualquer. Quase tudo já foi mote de brinde: pessoas, datas, vitórias, ideologias, saúde... O ato de brindar nasceu para ser compartilhado em grupos como um genuíno gesto de amizade e companheirismo.

BRINDAR APROXIMA

Assim como um dia ele já foi garantia de que você não seria envenenado, no século XVIII o brinde era uma forma das pessoas ficarem sabendo o nome umas das outras. Esse contato também substituiu a prática anterior em que todos bebiam no mesmo copo. Entre os plebeus era comum brindar àqueles que não estivessem presentes, às celebridades, e – em particular – às belas mulheres. Já a realeza fazia do brinde uma cerimônia cheia de pompa: depois da sobremesa, eram deixados à mesa apenas a decoração, taças de vinho do Porto e um decantador. Após o anfitrião aprovar a qualidade do vinho, os demais eram servidos para fazer o brinde.

TIM-TIM

A famosa expressão é uma alusão ao som das taças durante o brinde. Os recipientes, inicialmente de cerâmica e metal, passaram a ser feitos em vidro vezesiano. Mais tarde, passou-se a colocar óxido de chumbo na composição dos copos para resultar na agradável sonoridade. A única restrição ao uso dessa expressão é quanto aos brindes entre japoneses. No Japão “TIM-TIM” é uma palavra obscena, e, portanto, nada recomendável na hora de brindar!

BRINDES CURIOSOS

Para os escoceses, seu uísque representa igualdade, generosidade e virilidade. Recusar um brindo com ele pode parecer uma rejeição a estes valores.

Na Áustria, o Sekt (champanha) é servido em ocasiões especiais, enquanto o Schnapps (destilado) é reservado para encontro entre amigos mais próximos.

Os russos quebram seus copos após um brinde, num gesto de alegria: para eles isso garante que nenhum brinde menos importante será feito com aquele copo.

Nos países de cultura germânica, escandinava e do Leste Europeu ninguém deve experimentar o vinho ou qualquer bebida alcoólica até que o anfitrião tenha brindado.

As bebidas mais utilizadas em brindes são, historicamente, a champanha e o vinho, mas o brasileiro já incorporou o chope e a cerveja, especialmente se o clima do momento for descontraído.

Um brinde a você que me prestigia.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A MESA DE TRABALHO REVELA QUEM É SEU DONO


Para quem passa muito tempo no trabalho, a mesa pode se tornar uma segunda sala de estar: fotos, objetos decorativos, plantas, livros e até bonbonnières com guloseimas. Com uma rápida olhada ao canto do colega ao lado, fica fácil saber mais sobre ele. A mesa de trabalho pode revelar muito do dono - inclusive o que ele não deseja.

A consultora de imagem corporativa Renata Mello diz que é natural o desejo de criar uma atmosfera de conforto no ambiente profissional, sobretudo quando se passa muito tempo nele. Num local competitivo, no entanto, o excesso de personalização pode imprimir uma imagem distorcida.

Na medida certa, brinquedinhos e objetos com referências ao universo infantil podem passar a ideia de criatividade; em exagero, acusam infantilidade. Trabalho não é lugar de expor intimidade. A etiqueta da mesa de trabalho vale muito em profissões formais, e salas e baias que são compartilhadas.
Bagunça organizada? - Uma mesa cheia de papeis e livros não é, necessariamente, desorganizada. Tudo depende do perfil de trabalho. Mas volume de trabalho também não é sinônimo de bagunça.

Recomenda-se ter em cima da mesa somente as ferramentas essenciais para a rotina diária. O que não é de uso imediato, descarte ou arquive em pastas.

Cíntia Covre, especialista em organização da Otimiza Design, acrescenta que não adianta retirar tudo de cima da mesa e entulhar em gavetas. "O importante é saber onde estão as coisas", diz. Para quem não consegue evitar excesso de material sobre a mesa, a especialista sugere o uso de acessórios funcionais. Um porta-canetas, um porta-trecos e uma pasta de arquivos, por exemplo, são essenciais e decoram.

Muito cuidado com o que sua mesa diz de você

- Pilhas de papeis e livros espalhados: demonstra desleixo e falta de habilidade com organização.
DICA: Evite empilhar coisas. Organize seus papeis em pastas;


- Bichinhos, elementos infantis e muitas plantas: personalidade sensível, que pode ser confundida com imaturidade; alguém que não está preparado para uma promoção, por exemplo. DICA: escolha apenas um objeto;

- Porta-retratos com fotos pessoais, inclusive de turmas em baladas. Demonstra exibicionismo, alguém que só pensa em diversão. DICA: Seja discreto. Prefira fotos da família e dos colegas;

- Mesa vazia: O pessoal da limpeza agradece, mas demonstra que você não tem vínculos
profundos, não vai permanecer muito no emprego ou está sempre em férias;


terça-feira, 24 de maio de 2011

BARTENDER FREESTYLE


Quer fazer uma festa diferenciada? Contrate um barman freestyle. Saiba mais sobre esse produto que torna sua festa original, diferenciada e um show a parte.

O bartender freestyle (ou barman freestyle) prepara coquetéis clássicos e especiais usando técnicas de malabares, mágicas e truques de balcão, com o objetivo de potencializar as vendas em bares e eventos. O bartender clássico conhece a origem, a composição, as propriedades, a história, as características, os efeitos no organismo e o potencial gastronômico das bebidas. Cria suas próprias receitas, sabe decorá-las e oferecê-las ao cliente. Onde atua: estabelecimentos (bares, restaurantes, hotéis etc), eventos e cruzeiros com rotas nacionais e internacionais.


Competências requeridas: Conhecer sobre coquetéis, bebidas, técnicas de organização e higienização. Saber personalizar o atendimento. Ser inovador e criativo.
O profissional explora sua imagem jovem como um atrativo, bem como a possibilidade de agregar habilidades à essa imagem. Hoje em dia, os bartenders treinam malabarismo, pirofagia, acrobacia, e mágica. Dentre essas habilidades, o malabarismo com as garrafas, ou flair, atinge grande popularidade e já existem diversos torneios ao redor do mundo que premiam os melhores desempenhos.

Seu conhecimento em coquetelaria é básico e se resume a combinar refrigerantes e sucos às bebidas alcóolicas, bem como servir de forma dinâmica as bebidas de domínio público jovem como as vodkas ice e os energéticos. Vestem-se de forma a agradar ou impressionar o público alvo da casa, usando boinas, bandanas, faixas, pulseiras, piercings penteados modernos. Trabalham geralmente em boates, baladas, shows, casas noturnas e eventos em geral.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

BUFFET, SERVIÇO DE MESA OU ILHAS DE COMIDA?

Ao organizar um evento, seja ele social, público, corporativo ou empresarial, é comum ter dúvida ao optar pela maneira como os alimentos serão servidos se em ilhas de comida, serviço de mesa ou buffet. Nenhuma destas formas é a "mais certa" ou a "mais errada", tudo vai depender do perfil do cliente e do tipo do evento.

As três formas são boas, desde que estejam dentro da proposta da celebração. Se o evento é uma balada, com certeza a melhor opção é a ilha. Neste caso, é importante adotar ilhas de comida em vários pontos para que não haja um grande número de convidados concentrados em um só lugar. Não há um número mínimo ou máximo para um evento, mas o número de ilhas deve ser proporcional ao ambiente do evento e, principalmente, compatível ao número de convidados esperados. De modo geral, cada ilha deve atender de 20 a 30 convidados.

Quando este tipo de serviço for utilizado, sugerimos que canapés e bebidas sejam servidos no estilo de coquetel volante para garantir a agilidade do evento e a diversão dos convidados, que terão mais tempo para interagir.

Mesmo não ditando uma tendência específica, o constante uso de ilhas em festas e eventos corporativos e empresariais as têm tornado referência. No entanto, para garantir a eficiência esperada é recomendável que sejam montadas algumas ilhas somente com salgados e outras só com sobremesas, se isso estiver previsto no plano do evento. Este cuidado é importante para dar mais liberdade de escolha ao convidado. Com as opções à mão, é ele quem determina o que e em que hora vai comer.

Uma preocupação que se deve ter ao se optar pelo uso de ilhas é ter uma equipe bem treinada para cuidar da renovação constante dos pratos, evitando a desagradável situação de os convidados se depararem com bandejas vazias ou pela metade. Outro detalhe e colocar aparadores (mesas de apoio) em pontos estratégicos, com a função de servirem como apoio para copos, talheres, guardanapos e palitos.

Versáteis, podem estar presentes até mesmo em casamentos, mas os noivos e seus familiares devem ser "descolados". As ilhas devem estar dentro do perfil dos anfitriões, dos convidados e do evento. Uma das maneiras que mais tem sido usado este tipo de serviço, é para oferecer lanches rápidos em festas longas.

Em eventos mais formais o "serviço de mesa" é mais indicado. Esta opção é válida desde que todas as pessoas estejam e permaneçam sentadas à mesa durante o evento, aguardando que a comida seja servida. Por não ser muito prático, não é recomendável em eventos com grande número de convidados, a menos que se possa contar com uma equipe extremamente coerente e ágil, atendendo simultâneamente todos os pontos do salão evitando que uns sejam servidos antes dos outros.

Curiosamente, este tipo de serviço pode ser usado em uma situação inversa: servir comida à mesa é uma grade saída para um jantar pequeno e descontraído. Neste caso, contar com um ou mais garçons para servir os pratos significa mais comodidade para o anfitrião, que fica com mais tempo e atenção para dedicar aos seus convidados.

O meio-termo dos buffets é o grande coringa para jantares convencionais e casamentos. O esquema: coquetel - seja quente e/ou frio -seguido de jantar e sobremesa é perfeito para esses eventos. Por ser familiar a muitos convidados, esta estrutura traz um clima de tranquilidade e organização à festa.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

GAFES EM FOTOS 2

Bandeira Nacional de cabeça para baixo com a governadora do Estado na frente.

A OAB, que deveria conhecer as leis, pisou na bola (bandeiras fora da ordem).

Palácio dos Despachos do Governo do Pará. Bandeira do Pará de cabeça para baixo.


Nem o cerimonial da Presidência da República escapou (olhem a ordem das bandeiras)

Precisa explicação?