Augusto Cesar

- Tenho MBA em Cerimonial e Protocolo em Eventos Institucionais; - Sou Chefe do Cerimonial da UFRA e da UEPA; - Sou professor da UEPA nas disciplinas Etiqueta e Planejamento, Organização e Execução de Cerimonial de Eventos; - Sou professor do IFPA-Bragança nas disciplinas Layout de Eventos, Etiqueta, Cerimonial e Protocolo, Captação e Patrocínio em Eventos; - Sou professor da ESAMAZ nas disciplinas Planejamento de Eventos I e II para o curso de Turismo; - Trabalhei no planejamento, organização, coordenação e execução das solenidades de transmissão de cargo dos governadores Almir Gabriel e Simão Jatene. - Trabalhei nas gestões dos governadores Almir Gabriel e Simão Jatene, no planejamento, organização, coordenação e execução das visitas dos presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e do Primeiro-Ministro de Portugal a época Mário Soares à quando de suas visitas protocolares ao Estado do Pará; - Trabalhei no planejamento, organização, coordenação e execução das solenidades de outorga da Medalha da “Ordem do Mérito Grão Pará”, na gestão do governador Almir Gabriel. - Treinei e implantei o cerimonial das prefeituras municipais de Canaã dos Carajás e Santarém, além de treinar e reciclar a equipe do cerimonial da Prefeitura Municipal de Belém; - Participei no planejamento, organização, coordenação e execução da inauguração dos principais logradouros da cidade e do seu entorno como as pontes que compõem a Alça Viária iniciando pela “Fernando Henrique Cardoso” e inauguração da 13ª turbina da Usina de Tucurui (as duas com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso), Inauguração da Orla do Maçarico (Salinas), Instituto de Segurança Pública do Estado (IESP) em Marituba, Obras da Macro-drenagem da Bacia do Una, Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), Estação das Docas, Parque da Residência, Instituto de Gemas São José Liberto, Terminal de Passageiros do Aeroporto Internacional de Belém, Complexo Feliz Luzitânia (Igreja de Santo Alexandre, Forte do Castelo e Casa das Onze Janelas), enquanto Chefe, Subchefe e Mestre de Cerimônias do Cerimonial da Governadoria do Estado nas gestões dos governadores Almir Gabriel e Simão Jatene. - Coordenei o cerimonial do “Jogo das Estrelas” com os Amigos do Ronaldinho Gaúcho, realizado em Belém em 2008, no Estádio Olímpico do Pará, com a presença de 35 mil pessoas; - Sou orientador de TCC e de artigos científicos do curso de MBA em Cerimonial, Protocolo e Eventos Institucionais.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EMPRESÁRIOS NO BRASIL NÃO QUEREM EMPREGAR GORDOS

Sete em cada dez empresários no Brasil não querem empregar gordos


Não importa a qualificação. As empresas reclamam de falta de mão-de-obra. Quem procura emprego também reclama de quem contrata.

As explicações variam: “Você não se encaixa no perfil que procuramos” ou ainda “Sinto muito, a vaga já foi preenchida”. Mas você já tinha ouvido alguém dizer: “Desculpe, mas não contratamos quem está acima do peso. Você está gordo”? Uma pesquisa feita com empresários brasileiros revela que mais da metade deles não contrata pessoas com quilos a mais.

Esse tipo de restrição atinge todas as profissões. Alguns empresários acham, por exemplo, que é ruim para a imagem da companhia ter uma recepcionista gordinha. Consultores de recursos humanos dizem: eles recebem, sim, orientação para não contratar quem está mais de dez quilos acima do peso. É mais uma das contradições do Brasil, que enfrenta uma epidemia de obesidade.

Segundo o Ministério da Saúde em 2006, quase 43% dos brasileiros estavam acima do peso. Em 2009, esse número aumentou para quase 47%. Por outro lado, uma pesquisa mostrou que mais de 70% dos empresários brasileiros têm restrições para contratar pessoas obesas. Como conviver com essa contradição: a população engorda, e os empregadores não querem funcionários gordos?

Fernando Montero da Costa é consultor de recursos humanos e costuma receber essas orientações verbalmente. “Gordo tem problema de autoestima, gordo é estressado. Eu não gosto e não quero trabalhar com gordo aqui na minha empresa”, afirma.

Ele é contratado por empresas para selecionar candidatos a empregos. Assim, os que são rejeitados por estarem acima do peso não ficam sabendo o verdadeiro motivo da recusa.

Em termos gerais, a aparência representa de 25% a 30% do critério de triagem inicial. Ela pode representar, por ser gordo, um processo de filtragem que representa a eliminação de 80% a 90% dos candidatos que se candidataram com o mesmo perfil desejado”, alega o consultor de recursos humanos Fernando Montero da Costa.

É para essas vagas que o empregador acha que é a cara da empresa a gente nota. É sempre uma pessoa magra, bem magra, para irritar a gente, bem magra”, comenta a advogada Roberta Karan Ribeiro.

Seja com todas as pessoas com quem você convive, seja no trabalho, seja amigos, seja num clube, existe preconceito em todos os mundos que você vive. Por que no trabalho não teria?”, indaga a radialista Marina Perroud.

Passando de dez quilos acima do peso que seria considerado ideal, já é considerado um obeso. Essa questão da aparência física é para qualquer profissão”, afirma o consultor de recursos humanos Fernando Montero da Costa.

Mas nem tudo está perdido. Ainda existem muitas empresas mais preocupadas com o conhecimento técnico do funcionário, mesmo que ele seja gordinho. “Não tive nenhum problema em relação a isso, nem com a empresa nem com colegas de trabalho”, conta o consultor técnico Edgar Alves Mira.

Em outra empresa, de desenvolvimento de programas para computador, os gordinhos não são maioria, mas estão firmes nos seus postos. “Após fazer a entrevista, já me ligaram para vir trabalhar. Eles vieram mesmo pela parte profissional, não pela parte aparente”, diz o consultor técnico Fernando Guilherme Lamboia.

Como se trata de uma empresa de tecnologia, o que mais nos importa realmente é o conhecimento. O que vale para a gente é o saber”, explica o diretor administrativo Sandro de Oliveira.

A pesquisa mostrou também que os empresários têm objeções à contratação de mulheres com filhos pequenos e tambem fumantes.

Assim sendo, quem está acima do peso e quer entrar no mercado de trabalho, trate de fechar a boca e correr para a academia.

TRADIÇÃO DA BANDEIRA PRESIDENCIAL MUDA NO GOVERNO DILMA


A tradição, conforme prevê o Decreto 70.274 que versa sobre as Normas de Cerimonial Público, do Pavilhão Presidencial ser hasteado sempre que o presidente da República estiver em algum lugar, muda no governo Dilma. 

O Pavilhão Presidencial ficava hasteada no Planalto sempre que presidente estivesse lá. No último dia de mandato, Lula derrubou decreto que previa a regra.

No governo da presidente Dilma Rousseff, deixou de vigorar a regra de quase 40 anos segundo a qual a bandeira nacional e a bandeira verde com o brasão da República, chamadas de Pavilhão Presidencial, ficam hasteadas sempre que o chefe de Estado estiver no Palácio do Planalto ou no Palácio da Alvorada.

A norma foi adotada em um decreto de 1972 do então presidente Emílio Garrastazu Médici. Foi revogada pelo decreto 7.419/2010, publicado no último dia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

DECRETO Nº 7.419, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010

DOU 31.12.2010 - Ed. Extra

Dá nova redação ao art. 21 do Anexo ao Decreto nº 70.274, de 9 de março de 1972, no tocante ao hasteamento do Pavilhão Presidencial e incluindo disposição sobre o Pavilhão do Vice-Presidente.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea "a", da Constituição,

DECRETA:

Art. 1º O art. 21 do Anexo ao Decreto nº 70.274, de 9 de março de 1972, passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 21. O Pavilhão Presidencial será hasteado, observado o disposto no art. 27, caput e § 1º:

I - na sede do Governo e no local em que o Presidente da República residir, quando ele estiver no Distrito Federal; e

II - nos órgãos, autarquias e fundações federais, estaduais e municipais, sempre que o Presidente da República a eles comparecer.

Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo ao Pavilhão do Vice-Presidente da República." (NR)

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 31 de dezembro de 2010; 189º da Independência e 122º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Jorge Armando Félix

Segundo informações do Planalto, Lula manifestou diversas vezes, em seus oito anos de mandato, a intenção de revogar o decreto. Durante o governo dele, em alguns momentos a bandeira permaneceu hasteada mesmo quando ele não estava no local, contrariando o decreto.

Em uma das ocasiões, durante a corrida presidencial de 2010, a agenda de Lula dizia que ele estaria no Palácio da Alvorada, quando, de fato, ele estava gravando propaganda política para a então candidata Dilma Rousseff.

Naquele dia, 15 de outubro, a bandeira permaneceu hasteada na residência oficial. Apesar de sempre desejar acabar com a regra instituída por Médici, a revogação do decreto teria sido feita com o consentimento de Dilma, que usufruiria da decisão.

A intenção de derrubar a norma é dar maior privacidade e mobilidade ao presidente. Durante o governo de transição, Dilma sempre exigiu discrição de seus assessores.

Por duas vezes, ela deixou Brasília com destino a outros estados - no caso São Paulo e Rio Grande do Sul - e a informação do local de desembarque só foi confirmada horas depois pela assessoria.

Como presidente eleita, Dilma optou por não ter uma agenda pública e evitar a divulgação de todas as reuniões que realizava durante o governo de transição.

Com a revogação do decreto, o Pavilhão Presidencial só será arriado quando a presidente deixar a cidade.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

PROTOCOLO E BOAS MANEIRAS: HISTÓRIAS E DIFERENÇAS

Em uma determinada oportunidade, em Portugal, Guilherme, o filho mais velho do Príncipe de Gales, entra na sala onde uma senhora está sentada conversando com um grupo de pessoas. Todas se calam e se levantam. O príncipe (que tinha idade para ser seu filho) avança. Estende-lhe a mão, que a aperta – enquanto faz uma reverência. Depois, espera que ele lhe dirija a palavra. Só se ele o fizer poderá conversar com ele. Se ele não abrir a boca, deverá manter a sua fechada. Quando lhe apetecer, deixará de dar importância e passará a cumprimentar outras pessoas, que aguardam a sua vez de poderem saudar o príncipe.

É um sonho? Não, é um exemplo – que pretende ilustrar as diferenças que separam o protocolo das boas maneiras. Porque, se Guilherme não fosse filho do Príncipe de Gales, a senhora não se calaria quando ele entrasse na sala e, sobretudo, não se levantaria. Pelo contrário. Tranquilamente sentada, esperaria que ele viesse falar com ela e decidiria se lhe estenderia a mão, para ele apertar, ou o rosto, para ele beijar. Perguntaria pelos pais e diria mais alguma amabilidade. Depois, deixaria que seguisse em sua entrada, esperando que, sendo o mais novo e tendo acabado de chegar, cumprimentasse todos os presentes – como as boas maneiras mandam que se faça. O que obrigou a senhora a levantar quando Guilherme entra na sala é o fato dele ser príncipe. DE TER PODER. Tanto poder que altera as costumeiras regras da cortesia – e impõe outras. As regras do protocolo. PORQUE É DE PODER QUE FALAMOS, QUANDO FALAMOS DE PROTOCOLO. Seja o protocolo de Estado, seja o protocolo empresarial.

Bem vistas as coisas, a cortesia também obedece a uma hierarquia – de que são fundamentos o peso da idade e a fraqueza do sexo. Há, por assim dizer, duas regras básicas: o mais velho precede sobre o mais novo e a mulher passa adiante do homem. São essas regras, geralmente cumpridas nas sociedades ditas civilizadas, que o protocolo contesta e subverte. Aqui, o mais velho só precede sobre o mais novo se for mais poderoso do que ele. O mesmo se dá com relação às mulheres: nem elas passam a frente, por exemplo, do primeiro-ministro. O que é inteiramente contrário às regras da cortesia – e absolutamente normal conforme às normas do protocolo.

O protocolo – no Estado como nas empresas – destina-se a afirmar e a encenar o poder constituído. E, como o poder se quer forte e estável, o protocolo é, não pode deixar de ser, rígido. Nos anos quentes da Revolução dos Cravos, as cerimônias oficiais eram, regra geral, uma admirável bagunça, a condizer com a organização política da Pátria. O protocolo não existia. Ou era muito rudimentar. Hoje, tudo é muito diferente – e o protocolo voltou a ter a sua carta de alforria. De tal modo que até os mais saudosos desses tempos exaltados se preocupam com o lugar que lhes é destinado e a precedência que lhes é atribuída nas cerimônias públicas.

Esse lugar, essa precedência, não são imutáveis. E as mudanças são tanto mais frequentes quanto mais curtos são os chamados ciclos políticos. No governo de Fernando Henrique Cardoso, a Casa Civil ocupava o lugar que lhe compete de acordo com o Decreto 70.274, logo após todos os Ministros. No governo seguinte, passou a ter destaque logo após o Vice-Presidente, passando à frente de todos os demais Ministros de Estado. Mas as alterações do protocolo nem sempre resultam de diplomas publicados no Diário Oficial.

Por exemplo (mais um): o Marquês de Soveral, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros e embaixador de Portugal em Londres, era muito apreciado pelo Rei D. Carlos, que recorria algumas vezes ao seu conselho e estimava sempre a sua companhia. Um dia, em Cascais, conversava-se, diante do Rei, sobre as muitas qualidades do Marquês. E alguém observou que ele nunca fazia gafes. "Veremos", comentou D. Carlos, que nesse dia convidara Soveral para jantar.

O Marquês chegou, o Rei recebeu-o numa das salas da Cidadela e esteve à conversar com ele e alguns dos oficiais da Casa Real até ser anunciado que o jantar estava servido. Encaminharam-se então para a porta que conduzia à sala de jantar. E o Rei, quando lá chegou, parou e disse a Soveral: "Passa". O Marquês não teve um olhar de espanto nem um minuto de hesitação, apressando-se a cruzar a porta à frente do seu soberano. D. Carlos, sorrindo, deu razão aos que elogiavam as qualidades do Marquês. Eram indiscutíveis, de fato. Soveral sabia que uma ordem de Rei não se discute, cumpre-se sem pestanejar. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Ou, para pormos a questão em termos protocolares, só cede a precedência quem de fato a tem.

Mas, em regra, as precedências são para se respeitar, quando se trata, é claro, de atos oficiais ou eventos empresariais. Nestes, ao contrário do que sucede nas reuniões sociais, em que as mulheres precedem os homens e os mais velhos precedem os mais novos, quem passa à frente ou ocupa o melhor lugar é sempre quem tem mais poder, quem é mais importante, independentemente do sexo ou da idade. É por isso, também, que uma antiga regra de cortesia – a que poupava às mulheres os incomodos lugares nas extremidades das mesas – deixou também de se aplicar. Se elas forem menos importantes do que os homens que nessa mesa também estejam sentados, não têm outro remédio senão ocupar os lugares menos nobres…

Diferenças há também nos cumprimentos e nas apresentações. Nas reuniões sociais, a regra é que sejam as mulheres a decidir como querem ser cumprimentadas, estendendo a mão para ser apertada, oferecendo o rosto para ser beijado, acenando pura e simplesmente com a cabeça. Esse poder, em atos oficiais e eventos empresariais, transfere-se para quem manda – ou para quem é mais importante. Sobre a cortesia, prevalece, sempre, a hierarquia. É o chefe, o patrão, o presidente quem mais ordena.

A única forma que há para que as normas do protocolo não contrariem as tradicionais regras de cortesia – e que a mulher não perca, nesta matéria, os direitos ou as prerrogativas que tradicionalmente detinha – é conseguir que chefe, patrão, presidente sejam, todos, do sexo feminino. Não é impossível. Mas é, nos tempos mais próximos, altamente improvável.

Até lá haverá tempo para melhor resolver algumas outras questões, que, parecendo desprovidas de verdadeira importância, constituem problemas reais para as mulheres que, na sua profissão, no seu emprego, querem afirmar uma imagem de competência, de eficiência, de autoridade.

Para os homens, o problema (quase) não se põe. O paletó e a gravata resolvem todas as dificuldades. É claro: nem todos os paletós e nem todas as gravatas. Mas, de paletó e gravata, seja em que ocasião for, os homens não estragam o currículo nem comprometem a carreira. Nas mulheres, as dificuldades são maiores: o vermelho é uma cor apropriada para reuniões de trabalho? E casaco, é obrigatório? Tanto faz saias como calças? Qual a altura dos saltos? Pode-se andar de sandálias? Vestido, nunca? Saia-e-casaco, sempre? E, já agora, jóias, muitas, poucas, absolutamente nenhuma?

Pormenores, minudências, futilidades? Não é nada certo. Muito pelo contrário. O prestígio, a autoridade, o poder também passam por aqui. Tal como o protocolo. É aliás por isso que os convites para atos oficiais ou eventos sociais trazem – ou deviam sempre trazer – a indicação do traje e somente para os homens. Porque o vestuário obedece a códigos e transmite mensagens. O hábito pode não fazer o monge. Mas, como Umberto Eco um dia escreveu, "o hábito fala pelo monge".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MUITA ATENÇÃO AO PROTOCOLO EMPRESARIAL

Cada vez mais os executivos são colocados à prova quando têm de demonstrar que sabem como se comportar em situações de alta tensão protocolar. Mas saiba que tudo passa por uma boa dose de educação, boas maneiras e excelente bom senso.

As mudanças operadas no mundo se refletem em todos os domínios e o comportamento da vida profissional teve de alterar-se radicalmente para se adaptar aos usos e costumes do fim deste milénio. Por isso, agora mais do que nunca é necessário estabelecer as regras e os princípios comuns que devem reger o comportamento dentro e fora da empresa para facilitar a cooperação e a convivência entre pessoas de meios diversos e culturas diferentes. Um funcionário executivo, homem ou mulher, pode ser muito competente, trabalhador e inteligente, mas, se tiver má imagem e não souber comportar-se socialmente, poderá ser prejudicado na sua carreira profissional. Essa carreira não se cumpre apenas, dentro da empresa. Ela se faz através de encontros, conversas, reuniões, almoços e jantares de negócios. E, nela, o cônjuge também tem um papel crescentemente relevante a desempenhar. A componente social de uma carreira profissional é por isso cada vez mais importante. E por isso também é que os conhecimentos de protocolo em geral, e do protocolo empresarial em especial, têm tanta importância.

O que é, então, o protocolo?

O cidadão comum associa o protocolo a um grande cerimonial e situações solenes e um pouco teatrais, em que pessoas algo pomposas e muito bem vestidas parecem obedecer a uma «marcação» pré-estabelecida, que evita, quando evita, atropelos, precipitações ou confusões.

Mas, nos tempos de hoje, o protocolo não se limita às normas escritas que regem o cerimonial do Estado. Inclui também as normas de cortesia que facilitam a vida em sociedade, seja em casa, seja na empresa. A cortesia e o protocolo já foram comparados, aliás, a dois círculos concêntricos em que o maior — a cortesia — engloba o menor — o protocolo. Ou seja, pode haver normas de cortesia fora do protocolo, mas não pode haver protocolo sem cortesia.

Assim como a cortesia serve para tornar mais fácil e agradável a vida em sociedade, evitando choques, melindres e problemas, também o protocolo serve para resolver — e não para criar — dificuldades. No entanto, podem surgir entre a cortesia e o protocolo, sobretudo no mundo dos negócios, onde é a concorrência quem muitas vezes dita a lei. A partir do momento em que homens e mulheres passaram a trabalhar juntos, as regras tradicionais e imemoriais de proteção e deferência em relação à mulher foram postas em causa. E, por isso, as regras de conduta protocolar tiveram de adaptar-se aos novos tempos e à vida dentro das empresas modernas. Assim surgiu o chamado «protocolo empresarial», que é um código de conduta que rege a maioria das situações da vida de uma empresa: reuniões, apresentações, programas de trabalho e programas sociais, etc.

Baseando-se no protocolo diplomático — com regras mais flexíveis e menos formais, visto que as empresas são organismos em constante mutação e em interação permanente com um universo de gente muito diversa —, o protocolo empresarial fundamenta-se também na cortesia, podendo definir-se como o conjunto de normas e etiqueta que regem a indumentária e o comportamento das pessoas em determinadas situações da vida profissional.

O protocolo empresarial pode definir-se como o conjunto de atos de boa educação e respeito que facilitam o relacionamento interpessoal dentro das empresas ou, se se preferir, como o conjunto de formalidades que se devem observar no relacionamento das empresas e/ou instituições.

O protocolo empresarial consiste numa mistura, em doses iguais, de boa educação e bom senso. E a sua sistematização ajuda quando é preciso algo mais do que boa educação ou bom senso para resolver situações insólitas. Oscar Wilde dizia que «estar dentro da alta sociedade é apenas um aborrecimento, mas estar fora dela é uma verdadeira tragédia». Sem ir tão longe, e salvo melhor opinião, creio que, na maioria das profissões, o comportamento social tem um papel importante, e por isso os conhecimentos do protocolo empresarial ajudam a ter mais êxito.

É importante, para um executivo, saber fazer convites e responder-lhes; saber vestir-se de acordo com as circunstâncias; saber conversar, sem ser de negócios, com toda a gente (aquilo a que os ingleses chamam small talk). É importante, em suma, «saber estar» — em todos os lugares e em todas as ocasiões —, projetando uma imagem positiva.

O protocolo empresarial não se destina só a ensinar a melhor forma de receber uma pessoa ou estabelecer o lugar em que ela se senta. Serve, sobretudo para que, na empresa como na vida, cada um saiba relacionar-se adequadamente com clientes, colaboradores, colegas e superiores.

CERIMONIAL E A HISTÓRIA DOS BRASÕES


Os brasões parecem algo moderno e medieval, mas já se encontravam vestígios deles na antigüidade. As civilizações antigas levavam, em seus momentos solenes, insígnias e estandartes. Os romanos adotavam emblemas pessoais ou de família, como Júlio César que adotou a borboleta e o caranguejo; o emblema de Pompeu era um leão carregando uma espada; o da família Corvino era um corvo. Estes emblemas eram pintados nos escudos, como diz o escritor Tácito: "Scuta lectissima coloribus distinguunt".

Os brasões modernos de cores e figuras estabelecidas surgiram no decurso do século XI em diante, especialmente por ocasião das Cruzadas na Terra Santa (1096-1270). Acredita-se que a necessidade de distinguir os guerreiros, suas formações em campo, de dividi-los, de distingui-los enfim dos inimigos, porquanto todos eles estavam cobertos de armaduras, está na origem dos brasões. Cada cavaleiro ou grupo de homens em formação escolheu cores, desenhos e figuras que os aplicavam no escudo. O primeiro desenho foi, sem dúvida, a cruz. Depois, cada um deu asas à sua imaginação, criando uma diversidade de emblemas que se tornou a origem verdadeira e própria da heráldica. Este uso foi depois introduzido nos torneios de cavaleiros e nas festas, tornando-se tradição. Após o período das Cruzadas, o brasão era um privilégio que só podia ser concedido pelos Reis ou pelos Príncipes e também pelo Papa. As famílias nobres adotaram seus brasões mediante pedido à autoridade que os concedia e começa a arte e o esmero de criá-los e reproduzi-los. Fato sucessivo, as cidades também adotaram um emblema específico, imitando o escudo ou o brasão. Em seguida, o estandarte foi adotado por sociedades, confraternidades, instituições e outros grupos sociais. Depois as famílias dos mercadores e outras ricas decidiram cada uma, adotar seu brasão.

Para ter uma idéia a respeito, a República de Florença, que tinha estabelecido que somente as artes maiores pudessem ter um escudo próprio, em 1293, para contentar os desejos dos artesãos menores, concedeu também a eles tal direito. Por artes maiores, se entendia as sete profissões de maior prestígio: juiz, tabelião, mercador, banqueiro, fabricante de tecidos de lã e de seda, médico, peleteiro. As artes menores eram divididas em 17 grupos e compreendiam desde o açougueiro até o hoteleiro, desde o sapateiro ao fabricante de armas, do padeiro ao seleiro, do alfaiate ao tecelão...

Desta maneira, o uso do brasão que tinha começado com os Cavaleiros e com os Cruzados, se estendeu às famílias nobres, depois às famílias influentes e ricas, a organizações e, finalmente, a todas as profissões (bem entendido, às famílias desses profissionais). O brasão se tornou um emblema típico da sociedade medieval, surgido do desejo de ter um símbolo característico da família. Mesmo que nem todos o usassem, sabe-se que a grande maioria das famílias possuía um deles. Desde que fossem nobres ou ricas ou se dedicassem a uma atividade livre ou liberal.

O QUE OS BRASÕES REPRESENTAM: NOBRES E NOBRES OU RICOS E NOBRES

Em todo histórico explicativo que acompanha os brasões se lê que todos os troncos familiares eram "nobres", que pertenciam à "nobreza". Tal afirmação parece um tanto estranha e leva a crer que todos os cepos familiares gozassem de um grau de nobreza e, portanto, que não existiam famílias ou núcleos familiares pobres durante a Idade Média. Por essa razão, torna-se necessário entender o que queria dizer "nobre" ou possuir um grau de "nobreza" na sociedade medieval.

Como efeito, existiam dois tipos de nobres e dois tipos de nobreza na época medieval, época em que surgiram e se difundiram os brasões familiares. O primeiro tipo de nobre e de nobreza era aquele que ainda hoje persiste nos vocabulários de todas as línguas, isto é, o nobre de sangue azul, a condição de nobreza que provinha das famílias reais, principescas e dos senhores feudais que dominavam a cena histórica e política de então. Estes nobres eram em reduzido número e compunham as famílias e a Corte dos reis, dos príncipes, dos duques, dos condes, dos marqueses, dos viscondes. Tanto o título de nobre, quanto o grau de nobreza, neste caso, era hereditário e podia ser ampliado através de nomeações restritas à vontade e às decisões dos soberanos medievais.

O segundo tipo de nobre e a segunda classe de nobreza da Idade Média correspondiam à casta privilegiada dos ricos, dos grandes proprietários, dos capitães, dos mercadores, de todos aqueles que tinham conseguido atingir um nível de vida elevado ou que tinham feito fortuna em moeda corrente. De fato, na Idade Média, não se encontra a palavra "rico" nos textos, porquanto era logo chamado de "nobre", pelo simples fato de ter dinheiro ou ser dono de latifúndios. Em outras palavras, sendo "rico" era automaticamente dito "nobre". Perdendo, porém, a fortuna e o dinheiro caíam em desgraça perante a comunidade política e era, em conseqüência, classificado na casta dos pobres. A sociedade medieval se dividia, pois, em somente duas castas ou classes: nobres e pobres. Cavaleiros e exércitos estavam a serviço dos nobres.

Por esta razão, portanto, se fala sempre de nobre e de nobreza na história dos brasões familiares. Um pobre era simplesmente pobre, não tendo nenhum direito, exceto aquele da vida e o de trabalhar como escravo para os nobres. Um nobre era sempre nobre se fazia parte de uma família real ou feudal, mas podia ser eventualmente nobre aquele cidadão que tivesse acumulado riquezas no sentido estrito e comensurável de riqueza em dinheiro e em bens que pudessem ser transformados em ouro, prata e moeda. Neste último tipo de nobre e de nobreza são classificados capitães de exércitos, aventureiros, mercenários, cavaleiros, mercadores, padres, monges, banqueiros, juízes, magistrados, tabeliães, tecelões, cambistas, médicos, farmacêuticos, peleteiros, açougueiros, sapateiros, ferreiros, coureiros, construtores, vinhateiros, padeiros, mercadores de óleo, mercadores de seda e linho, couraceiros, fabricantes de espadas, seleiros, madeireiros... Estes nobres eram também chamados patrícios.

Para os primeiros, a nobreza era um direito de sangue e era hereditária e eterna. Para os segundos, a nobreza era adquirida, dependia das fortunas no banco ou no cofre e podia ser ocasional e efêmera. Os primeiros eram sempre nobres e pertenciam à nobreza. Os segundos eram nobres se eram ricos e pertenciam à nobreza enquanto durasse a fortuna. Um falido caía de classe, perdia o título de nobre que, em tal caso, era sinônimo de rico e voltava a fazer parte da casta dos pobres. Somente os nobres por serem ricos ou os ricos ditos nobres podiam falir, porquanto um pobre era um eterno falido, um eterno pobre que tinha somente o direito à vida e ao trabalho, quando trabalho houvesse e quando o nobre lhe concedesse.

Em conclusão, quando se diz nobre ou família pertencente à nobreza na descrição dos brasões, deve-se entender geralmente o segundo tipo de nobre e não o primeiro. De fato, o título hereditário de nobre era restrito a poucas famílias, enquanto o título de nobre exclusivo de um cidadão rico não era hereditário e persistia até que este fosse verdadeiramente rico.

HISTÓRIA DOS BRASÕES DE FAMÍLIA.

Os nomes de família (surnames, cognomi, apellidos) surgiram da necessidade de identificação das pessoas em geral durante a Idade Média. Até então, a alta nobreza, por razões de sucessão, utilizavam alguma forma de identificação de filiação. Imitando os costumes de pessoas proeminentes ou para diferenciação das famílias, os homens mais comuns passaram a utilizar como sobrenome as designações dos seus ofícios ou habilidades, de lugares de origem, de suas condições sócio-economicas, de plantas ou animais ou, ainda, referentes aos nomes próprios devido à filiação, vassalagem, exércitos, ou que, de outro modo, relacionava a origem da pessoa a algum personagem.

Foi só a partir dos séculos XV e XVI, que os nomes de família passaram a ser sistematicamente registrados, normalmente nas igrejas de batismo. Pesquisar a árvore genealógica até essa época é uma possibilidade de documentação, para épocas anteriores as dificuldades se multiplicam.

Em 1564, o Concilio de Trento ordenou que as paróquias registrassem cada individuo com seu próprio nome e o respectivo sobrenome. Desde então cada um de nossos ancestrais vem transmitindo o nome de família a seus descendentes, definindo e registrando os graus de parentescos.

O sobrenome tornou-se um patrimônio familiar, por gerações e gerações, identificando uma linhagem com suas características próprias, físicas e comportamentais. A descendência, a linhagem, não pode ser compreendida apenas pelas razões de sangue (genética), o cenário histórico enriquece, justifica, explica e, especialmente torna a historia unida à saga de cada um de nossos ancestrais, tenham sido eles proeminentes ou não. As linhagens podem ser identificadas por arvores genealógicas e pelos registros da origem do sobrenome.

Muitas vezes, encontra-se o mesmo sobrenome, bem como escudos e brasões de armas referentes ao sobrenome de família que possuímos, entretanto não se pode afirmar que essas pessoas sejam algum ancestral direto e muito menos que tenhamos o direito de usar oficialmente as insígnias heráldicas que possamos encontrar sem uma pesquisa apurada de nossas origens.

Na idade do Cavalheirismo, durante a Idade Media, o brasão era prático e serviu para a mesma função, tanto no campo de batalha como em torneios, ou seja, identificar seu senhor. Na confusão da batalha o cavaleiro era coberto por sua armadura, da cabeça ao dedo do pé, com seu capacete cobrindo a face, os únicos meios de identificação para seus amigos ou inimigos eram suas insígnias pintadas em seu escudo e bordadas em sua surcoat (espécie de blusa que cobria o peito da armadura) e sua Crista (quando havia), estes surcoats ou mantos eram freqüentemente rasgados fora na batalha, assim o escudo e a Crista que novamente era individual a cada cavaleiro, pressa ao capacete, identificavam o cavaleiro em toda a confusão da batalha.

Estas insígnias de cada cavaleiro eram normalmente atribuídas por um rei, porem não foram raros os casos de famílias com algum poder social que simplesmente adotaram armas para o seu clã. Muitas foram as famílias que se agraciaram com um brasão de armas que os representa-se, que identificavam o valor e nobreza de tal família.



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

QUEM EU NÃO QUERO NA MINHA EQUIPE

Muitos livros, artigos e estudos já foram escritos sobre formação de equipe. Muito já foi dito sobre como dimensionar equipe, como buscar a pluralidade, como compatibilizar os valores e princípios entre o candidato e a empresa (ou sua equipe nos trabalhos da universidade) e principalmente sobre quais são as habilidades e características que devemos buscar em um candidato. Partindo-se desse princípio, quero abrir uma discussão dentro desse mesmo assunto: quais as características ou traços de personalidade que fazem com que um candidato não seja bem vindo na nossa equipe, ou resumindo, do que devemos fugir no processo de seleção de um candidato !!
 
Sei que é um tema polêmico e pretendo tratá-lo como tal. Não vou usar do tradicional subterfúgio de usar os antônimos do que buscamos em um candidato. Falta de iniciativa, pouca visão de negócios, dificuldade de relacionamento não farão parte da lista. Vou tentar chegar o mais próximo possível do que eu considero como cerne da questão e expor abertamente quais são as características que me fazem fugir de um candidato.
 
Pessimismo, conformismo e “derrotismo”
  • O pessimismo faz com que você não consiga enxergar a luz,
  • O conformismo faz com que você não acredite que vale levantar e tentar de novo,
  • O “derrotismo” faz com que ache que já perdeu, antes mesmo de começar.
A fusão dessas três características, ou traços de perfil, faz com o que o candidato traga uma “nuvem negra” para dentro da equipe. Acho que os gestores deveriam ser menos tolerantes com esse tipo de profissional já que ele acaba destruindo a produtividade, com uma onda contagiante de baixo astral, e corroendo os sonhos daqueles que insistem em acreditar e batalham para acordar cedo, trabalhar, produzir, desenvolver, entregar e voltar para casa com alegria e satisfação.
 
Se você se deparar com um candidato com essas características, sugiro agradecer a presença e fugir da entrevista. Corra o mais rápido que você puder, pois quanto menos tempo exposto a esse perfil, menos contagiado você ficará.

COMO PRESENTEAR PROFISSIONALMENTE

Presentes são uma forma de motivar, mostrar apreço ou reconhecimento a um funcionário ou cliente, ou celebrar alguma ocasião especial. O principal objetivo é ajudar a estreitar os laços, mas uma escolha errada pode trazer o resultado oposto.

Ates de tudo, é preciso conhecer a política tanto da sua empresa como a da empresa do seu cliente na hora de presentear. Muitas empresas estabelecem um limite de valor para os presentes que seus funcionários podem dar e receber. Um presente muito caro nem sempre causa uma boa impressão. Ele pode gerar desconforto em quem o recebeu, pois pode sentir-se na obrigação de retribuir à altura ou mesmo pressionado a favorecer quem o deu.

Para clientes estrangeiros, é importante verificar presentes que podem ser considerados inadequados ou até mesmo de pouco valor em sua cultura, como bebidas para pessoas de países árabes, pois são proibidas entre os muçulmanos, e presentes de prata no México, onde ela é extremamente barata.

Procure descobrir discretamente se o presenteado tem algum interesse especial ou hobby. Essa personalização mostra que o presente foi escolhido com cuidado especial. No entanto, tome muito cuidado para que o presente não pareça íntimo.

Por mais que presentes possam ajudar a promover sua empresa, aqueles com sua logomarca não darão a impressão de que o presente foi especialmente escolhido para aquela pessoa e sim uma forma de autopromoção.

Ao presentear dentro da empresa, não dê presentes melhores para uns e mais simples para outros, nem por motivo de afinidade, nem por hierarquia.

Não importa o que você escolher, opte sempre por presentes de qualidade. Presentes de pouca qualidade afetam a imagem da sua empresa de forma negativa.

Por último, a apresentação é tão importante quanto o conteúdo. Invista em uma bela embalagem e escreva um cartão a mão.

PONTUALIDADE

A forma como lidamos com tempo é cutural. Cada país tem seus próprios códigos em relação ao que é adequado em termos de pontualidade, prazos e outras coisas que envolvem o fator tempo. Para aqueles que lidam profissionalmente com pessoas de outras culturas, mesmo de regiões diferentes dentro do Brasil, pesquisar e entender o significado de pontualidade na sua cultura é fundamental. Assim, pode-se antecipar expectativas e desfazer mal-entendidos.

De acordo com a consultora de etiqueta Kimberly Roberts, as expectativas culturais quanto à pontualidade são as seguintes:

Pontualidade é uma exigência e atrasos são vistos como ofensa: China, Alemanha, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, Singapura

Pontualidade é altamente valorizada: Austrália, Bangladesh, Chile, Dinamarca, Irã, Luxemburgo, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Romênia, África do Sul, Suécia, Suíça, Tailândia, Venezuela, Áustria, Bahrain, Bélgica, Bulgária, Canadá, Costa Rica, República Checa, El Salvador, Inglaterra, Fiji, Finlândia, Hungria, Índia, Indonésia, Itália (especialmente no Norte da Itália), Costa do Marfim, Filipinas, Catar, Escócia, Turquia, Uganda, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, País de Gales, Iugoslávia

Pontualidade é esperada, mas as pessoas do lugar podem chegar atrasadas: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Egito, El Salvador, França, Gana, Grécia, Guatemala, Honduras, Iraque, Irlanda, Israel, Itália, Jordânia, Kuwait, Líbia, México, Nicarágua, Panamá (normalmente pontuais para reuniões de negócios), Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Arábia Saudita (pode ter outros em encontrante), Senegal, Coreia do Sul, Espanha, Sri Lanka, Síria, Taiwan, Zâmbia

Pontualidade é menos rígida: Argélia, Caribe, França – o sul, Islândia, Irlanda, Líbano, Marrocos, Nigéria

O antropólogo Edward T. Hall definiu dois tipos de comportamento que as pessoas apresentam em relação à pontualidade. Há pessoas que consideram o tempo uma coisa exata. São aquelas que chegarão no mínimo 5 minutos antes para um compromisso. Há outras que vêem o tempo como uma coisa aproximada. Para elas, compromisso às 9h30 significa ”por volta” das 9h30 e não faz diferença chegar um pouco antes ou um pouco depois. Imagine estas duas pessoas marcando uma reunião.

Com o tempo, aprendemos o padrão de comportamento em relação a tempo que as pessoas apresentam e nos adaptamos a ele. Já sabemos quem chegará na hora e quem vai atrasar um pouco. No entanto, quando estamos nos relacionando com pessoas de hierarquia superior, sua forma de lidar com o tempo é o que determina a pontualidade do grupo. Aliás, a possibilidade do atraso nestas ocasiões pertence exclusivamente à pessoa mais importante. Chegar depois dela pode indicar desrespeito ou disputa de poder, dependendo das pessoas envolvidas. Se a reunião é com alguém que você não conhece, pontualidade é regra. Mesmo que o outro chegue atrasado, da sua imagem quem deve cuidar é você.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

COMO UTILIZAR O MARKETING PESSOAL?


Como utilizar o Marketing Pessoal? Esse é mais um artigo do professor Gilberto Suzuky, da UNAMA que versa sobre a imagem que cada um de nós reflete no meio corporativo.

O marketing é um processo de troca na qual a empresa através de seus produtos e serviços atende as necessidades e desejos do consumidor. As empresas de sucesso buscam conhecer as necessidades (estado de carência percebida) e os desejos (as necessidades permeadas pela cultura e pelas características pessoais.) dos consumidores (Kotler, 1999).

O que é o marketing pessoal? é a aplicação dos conceitos do marketing na vida pessoal do indivíduo. O composto de marketing é conhecido como 4 P´s (Produto, Preço, Promoção e Praça) , vejamos como podemos aplicar estes conceitos no marketing pessoal:

1- Em primeiro lugar o produto e o serviço devem ser de excelente qualidade. Da mesma forma, nosso serviço deve ser o mais perfeito possível. Cada serviço bem feito representa um consumidor satisfeito, e este se transforma em um cliente assíduo. O produto deve apresentar uma embalagem atrativa, assim a apresentação pessoal é muito importante. Cuide da sua aparência, é ela que determina a primeira impressão. Entretanto, só a aparência não é suficiente, assim como o produto deve ter qualidade, você deve apresentar o melhor serviço possível. Em outras palavras, você deve ter conhecimento, habilidades e atitudes. A marca de um produto é também um atributo importante, é em alguns casos, fator determinante na decisão de compra. Da mesma forma, o seu nome representa uma marca. Quando as pessoas falam o seu nome, eles associam a que? Pense a respeito.

2 - A forma como o produto é divulgada (Promoção), também é fator determinante para o sucesso. O que representa a divulgação? No marketing pessoal a divulgação é realizada através de pessoas, é a rede de relacionamentos, o networking . As pessoas que reconhecem em você um profissional competente e comentam este fato com outras pessoas, representa a propaganda “boca a boca” com efeito multiplicador positivo. Quando o serviço que você presta “não presta”, este fato é divulgado com maior rapidez, é a propaganda negativa.

3 - O produto deve estar no lugar certo (Praça). Você deve analisar se o local onde você trabalha é um local com potencial de crescimento. Você se sente valorizado, respeitado? Se sente motivado para crescer e contribuir para a empresa? Ou você tem o sonho de ter seu próprio negócio? Estar trabalhando ou estudando no lugar certo, conhecer as pessoas certas, tem o potencial de proporcionar novas oportunidades de crescimento.

4 - O Preço representa o seu salário. Os produtos de valor agregado possuem preços diferenciados. Quanto maior sua qualificação para o mercado de trabalho, maior será sua remuneração. Você já parou para pensar porque alguns recebem o salário mínimo e outros chegam a ganhar milhões por mês? Aqueles que recebem o salário mínimo, geralmente não têm uma qualificação profissional e aqueles que recebem o salário dos sonhos, têm um diferencial, eles oferecem um serviço especializado.
O marketing é considerado um processo, ou seja, uma atividade inacabada, ela é dinâmica pois o mercado muda e as necessidades mudam. De igual modo, nosso marketing pessoal também é um processo e como tal, precisamos estar sempre atentos às mudanças.

Lembre-se que o valor de um ser humano está na sua capacidade de oferecer benefícios para outras pessoas. Se você for um profissional que produza resultados para a empresa, estará fortalecendo sua empregabilidade.

Gilberto Takashi Suzuki
professorsuzuki@gmail.com
Recebeu o prêmio Unespa em 2002.

MIOPIA EM NETWORKING


A seguir transcrevo artigo publicado pelo professor da UNAMA Gilberto Suzuky, em sua página no site da universidade, que trata de Miopia em Networking, termo este que eu criei após vivenciar uma situação no MBA que fazia do qual era aluno do referido professor. Fique atento às oportunidades que poderão estar ao seu lado mas você não as está vendo. Boa leitura.


Ministrei o módulo de Marketing Estratégico em um curso de MBA em Cerimonial, Protocolo e Eventos Institucionais. No e-mail da turma, um dos alunos escreveu um comentário sobre os colegas de que estaria ocorrendo Miopia em Networking.

Este aluno tomou emprestado o termo do clássico "Miopia em Marketing", um artigo escrito pelo prof. Levitt da Universidade de Harvard. A miopia ocorre quando o dirigente de uma organização acredita que tem o melhor produto do mundo e não pergunta qual a necessidade e desejo do seu público consumidor.

Networking representa a sua rede de relacionamentos, ou seja, o grupo de pessoas que você conhece e o quanto as pessoas que lhe conhecem, sabem do seu potencial como profissional, elas não teriam nenhuma dificuldade em indicá-lo para um trabalho.

Este termo "Miopia em Networking", foi apresentada pelo representante de turma Augusto Cesar, o qual em sua opinião, alguns colegas não aproveitam o potencial dos profissionais da área.

A miopia em networking ocorre quando as pessoas não enxergam as diversas oportunidades que existem no seu circulo de amizades.

Com base neste e-mail, fizemos uma dinâmica, na qual cada aluno apresentou para os colegas o seu potencial e de que forma poderiam contribuir profissionalmente. Como resultado, percebemos uma maior interação e sinergia entre a turma.

Conforme o artigo "Miopia em Marketing" se uma empresa deixa de crescer ou quebra, não é porque o mercado está ruim, mas porque faltou a visão de marketing dos administradores.

Lembre-se: você dirige a sua vida, dê atenção ao seu circulo de amizades e construa um networking sólido.